Já li muita coisa sobre a saída de Ronaldinho Gaúcho nas últimas horas. O texto que mais gostei e que retrata em poucas palavras essa história, foi escrito pelo colega Cosme Rímoli em seu blog: "A presidente/vereadora queria se reeleger. Assis queria dinheiro, Olimpíada, Copa do Mundo. Ronaldinho Gaúcho não queria nada. Pior para o Flamengo..."
A irresponsabilidade criou mais uma dívida milionária para o clube e que irá se arrastar por longo tempo entre liminares e acordos. Então, quando entrar um novo presidente, vamos escutar o mesmo discurso que Patrícia Amorim prega, assim como outros presidentes de clubes Brasil afora: A administração anterior deixou um buraco financeiro e estamos trabalhando para deixar a casa em ordem.
A história é sempre a mesma e as dívidas dos clubes jamais acabam enquanto o patrimônio de muita gente cresce. Ou vão me dizer que nessa história do Ronaldinho todo mundo perdeu?
Saindo da política e falando de futebol, para Joel Santana e parte do elenco, a saída foi um alívio. Ninguém aguentava mais segurar a onda do cara e suas regalias. Mas fica um aviso: Todos os grandes clubes brasileiros que foram para Série B caíram muito mais por causa da balbúrdia política do que necessariamente pela fragilidade do time. Podem ver na história.
Ainda há tempo do Flamengo sair dessa e o conto de fadas não custar mais caro que os R$ 40 milhões cobrados agora por Ronaldinho e Assis.
Para finalizar, no último dia 29, escrevi aqui o seguinte sobre o caso: R10 e a diretoria do Fla vivem hoje como um casamento que já acabou, mas com os
dois morando na mesma casa. Se acusam e mancham o nome do clube. Isso deve ter
um fim na justiça até o final da semana.
E teve.
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